domingo, 18 de dezembro de 2011

Relator libera bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa

O relator da Lei Geral da Copa, deputado Vicente Cândido (PT-SP), alterou o texto e liberou bebidas alcoólicas nos estádios, mas apenas durante o Mundial de Futebol. Ele retirou do texto a previsão de que a venda seria permanente e com isso atendeu aos apelos do Ministério da Saúde, contra a liberação do álcool. 

O projeto, que teve a votação adiada para a próxima quinta-feira, também prevê ingresso mais barato para estudantes, indígenas, pessoas de baixa renda e quem aderir à campanha do desarmamento. 

Quem entregar armas de fogo poderá comprar entradas a preços diferenciados - a ideia é que custem US$ 25. Os idosos foram retirados desse grupo, mas continuarão tendo direito à meia-entrada, prevista no Estatuto do Idoso.

As bebidas, que inicialmente só seriam vendidas nos bares e nos camarotes, agora na nova versão do texto poderão ser comercializadas em todas as áreas do estádio. A mudança foi feita para não alterar o Estatuto do Torcedor. O relator negou que sua decisão seja um constrangimento para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mas afirmou que discorda dele neste ponto.

- O ministro está fazendo o papel que tem que fazer de combate severo ao excesso de bebida. Mas acho enviesado o discurso de que o problema de embriaguez é dos estádios. Pelo contrário. Nos estádios é onde isso menos acontece. O torcedor vai para os estádios para torcer - argumentou Cândido.

Com relação aos ingressos, essa categoria mais barata faz parte do chamado grupo quatro, que prevê uma cota de 300 mil entradas baratas. Destas, metade seria para os estudantes e o restante dividido entre torcedores de baixa renda, indígenas e aqueles que entregarem armas. Esse incentivo ao desarmamento será regulamentado por um convênio que ainda não está detalhado.

Outra alteração no projeto original da Lei da Copa é que as escolas públicas estarão autorizadas a antecipar as férias escolares, no meio do ano, para que os alunos acompanhem os jogos e o trânsito seja desafogado.

A votação do projeto foi adiada porque não havia acordo sobre alguns pontos do texto. Além disso, deputados da Comissão Especial que está analisando o assunto argumentaram que mudanças de última hora foram feitas e eles não tiveram tempo de estudá-las.

- Um projeto dessa natureza só prospera se tiver acordo. Ninguém quer votar atordoadamente - explicou o relator.

Fonte: Jornal O Globo
http://www.sintese.com/noticia_integra_new.asp?id=209527

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